quarta-feira, 16 de julho de 2014

Razões para assistir e amar "The Good Wife"

Um dia, um colega de trabalho me perguntou quantas séries eu assistia naquele momento. Respondi que acreditava ser umas dez e achava mesmo isso. Como ele duvidou, dizendo ser muito mais, resolvi fazer uma lista. Parei depois que cheguei ao número vinte e cinco. Dias depois, passei em frente a uma loja, numa galeria do bairro de Santana, na qual vendia seriados. Parei e notei que, 90% dos seriados, ou eu assisti em algum momento da vida, ou estava assistindo atualmente. Aí, veio aquela epifania da constatação (ouvi até o som das trombetas ao fundo): sou viciada em séries de TV. Mesmo os filmes, que sempre achei que eram minha paixão, ficam atrás quando se trata delas.


Como texto para abrir esse blog, nada como a minha série favorita (do momento, claro!): The Good Wife. A história da mulher do político traída tinha tudo para ser um roteirinho sem sal, se não fosse pela força e simpatia de Julianna Margulies, no papel-título de Alicia Florick. A atriz cresceu muito desde E.R., creio que está até mais bonita. Dona de um olhar muito expressivo, conseguiu transformar a sátira Clinton em seis bem sucedidas temporadas.

Veja bem, não estou menosprezando o roteiro porque é uma das melhores coisas da série. Principalmente, por conta dos ganchos deixados nos últimos capítulos das temporadas. Muito menos, os excelentes atores que fazem os personagens tão ambíguos e adoráveis. Deixo aqui o devido crédito para Alan Cumming, dando vida ao chefe de campanha filho da p&%$, Eli Gold, e que a gente acaba adorando ao longo da série. (Me assustei quando me dei conta de que ele interpretou o Noturno do filme X-Men 2!) É incrível como o papel do Eli "lhe cabe na mão como a luva".

No entanto, Alicia é a rainha de gelo da história e a estrela. Uma mulher traída, amargurada e julgada por toda a sociedade, que precisa se tornar fria o suficiente para se reerguer do vexame público e sustentar seus filhos. No começo, apesar de todos os pesares, vemos uma mulher frágil, cambaleante, que sempre esteve à sombra do marido. Conforme as temporadas vão passando, a transformação e a complexidade dessa personagem vão crescendo a tal ponto que ela praticamente "ganha asas". É como a borboleta que começa dentro do casulo e vai ganhando forças para se libertar. Essa é ela e quem ela se torna e é a força motriz e o que faz esse seriado ser tão único e de qualidade. Mesmo sem ter passado por uma situação como a dela, a gente se vê na personagem, nos identificamos e crescemos também com ela. Na última temporada, entra em jogo uma série de questionamentos sobre ela mesma e sobre seus valores. Quem nunca viveu isso?


<SPOILER> Se você chegou na última temporada, também se surpreendeu com a perda importante do personagem Will Gardner (Josh Charles), que fazia o triângulo amoroso principal da trama. Para quem duvidou que sobreviveriam a isso, tá aí todos os outros capítulos que nos provaram que a produção é apoiada em excelente roteiristas e que a série pode caminhar (e muito bem) tendo uma reviravolta assustadora no caminho. Nada comparável ao famoso "Casamento Vermelho" de Game of Thrones, mas isso é outra história. Ou melhor, série.

Para aqueles que ainda não se convenceram, ainda tem Michael J. Fox (De Volta Para o Futuro), num personagem tão "fdp", que usa até sua deficiência física sua para tirar vantagem, como advogado, nos julgamentos. Para quem não sabe, o ator sofre mesmo do Mal de Parkinson desde 1991 e usaram isso na história. De maneira brilhante que o fizeram, só me faz dar mais créditos para ela. Resta agora saber se o novo personagem, Finn Polmar (Matthew Goode), que colocaram para movimentar a trama, terá a força e o carisma de Will. Também ainda não definiram muito bem o que ele representará para Alicia. O jeito é aguardar o que a próxima temporada nos trará.

E aí? Convencido?

Para mais informações sobre a série, aconselho a procurar na "bíblia". Segue o link AQUI.